Muitos jovens entre os 50 mil catequistas em Portugal

Por Ana Lisboa

SEMANA NACIONAL DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

"Há cada vez mais catequistas jovens"

In Rádio Renascença (29.10.2017)

A Semana Nacional da Educação Cristã arranca este domingo e decorre até 5 de Novembro. O objectivo é chamar à atenção de todos para os vários domínios da educação cristã, como a catequese, a educação moral e as escolas católicas.

Mas mais do que isso, esta iniciativa “é também um pedido de oração para que aqueles que estão envolvidos no campo, na pastoral, na catequese, como no ensino religioso escolar, nas escolas católicas, se desenvolvam vocacionalmente e compreendam o que é hoje levar o Evangelho ao mundo, como ele se apresenta, na sua complexidade, na sua globalização, nas múltiplas crises, na fragilização da família”, diz Cristina Sá Carvalho, responsável pelo sector da catequese no Secretariado Nacional de Educação Cristã.

Quanto à nota pastoral emitida para esta ocasião pela respectiva Comissão Episcopal, ela traça algumas linhas orientadoras. Cristina Sá Carvalho refere que o documento, basicamente, recorda que “a formação cristã não é ensinar um conjunto de regras às pessoas, não é transmitir uma ideologia. É proporcionar o encontro com Jesus Cristo vivo e ressuscitado”.

O ponto alto desta Semana Nacional da Educação Cristã é a realização, em Fátima, das Jornadas Nacionais de Catequistas, que decorrem de 3 a 5 de Novembro.

O encontro vai servir para reflectir sobre a Carta Pastoral para este sector com o tema “Catequese: A Alegria do Encontro com Jesus Cristo”.

Cristina Sá Carvalho sublinha que este documento “já reflecte aquilo que são as grandes transformações que na nossa Igreja sofreu a catequese nestes últimos 10 anos, não só na pedagogia catequética para que estamos agora direccionados e que é mais bíblica, mais litúrgica, mais celebrativa, mais trabalhando a relação entre a fé e a vida do que se calhar anteriormente. E também porque o documento já reflecte os projectos que desenvolvemos mais recentemente, nomeadamente o despertar religioso, a Escola Paroquial de Pais e a catequese familiar, como modelos de proximidade, de diálogo com as famílias na sua globalidade”.

Há cada vez mais catequistas

Em todo o país há cerca de 50 mil catequistas. Esta responsável admite que há “cada vez mais catequistas jovens, catequistas com formação intelectual, catequistas com todo o tipo de profissões. E isso é muito interessante e motivador”.

O seu trabalho “é uma missão de evangelização muito completa. E hoje, que nós compreendemos o papel institucional e inevitável das famílias, ainda é mais completa, porque nós procuramos evangelizar e ajudar a viver também humanamente o melhor possível. E, portanto, a catequese também se dirige à família no seu todo, quer também ajudar os pais a fortalecer-se no seu papel parental, a educar os filhos com mais esperança, com mais energia. Porque as famílias têm muitas dificuldades e estão muito sozinhas e, portanto, as comunidades de fé têm aí um papel muito importante”.

Este trabalho dos catequistas é, assim, “um trabalho difícil, complexo, que exige uma formação muito permanente, no sentido em que hoje as famílias e as crianças têm muita formação intelectual e, portanto, muita informação em geral. Também é preciso dar-lhes a mensagem cristã, transmiti-la com fundamento, com articulação, com um propósito educativo muito claro”.

Cristina Sá Carvalho conclui, dizendo, que “hoje, fazer catequese é muito exigente, mas também é uma experiência muito recompensadora”.

Escola de Oração para Catequistas

Para ajudar estes agentes pastorais a estarem melhor preparados para o desempenho da sua missão, foi criada a Escola de Oração para Catequistas.

A ideia partiu do sector da catequese do Patriarcado de Lisboa.

Esta escola teve por base a “caminhada sinodal” que decorreu na diocese e que colocou “em evidência a centralidade da relação com Deus na vida do catequista”.

Pretende ser também uma resposta à publicação da carta pastoral ‘Catequese, a alegria do encontro com Jesus Cristo’, publicada em maio pela Conferência Episcopal Portuguesa. Neste documento, os bispos sublinham a importância de contar com “catequistas preparados” para os desafios atuais, que consigam fazer o “primeiro anúncio” às novas gerações de “modo vivenciado”, a partir de uma experiência pessoal de “encontro” com Deus.

A primeira sessão da escola realizou-se na última segunda-feira, dia 23 de Outubro, e contou com cerca de 40 catequistas inscritos.

As sessões decorrem mensalmente na Casa da Palavra da Família Missionária ‘Verbum Dei’, situada na Rua José Lins do Rego nº 7, em Alvalade.

Esclarecimento da Diocese do Funchal acerca do terreno no Monte

Em nome da Diocese do Funchal e face a notícias vinda a públicas, o advogado subscritor vem esclarecer o seguinte:

Foram a Paróquia de Nossa Senhora do Monte e a Diocese do Funchal surpreendidas com declarações e publicações que afirmam que a parcela de terreno onde estava plantado o carvalho drasticamente tombado no dia da padroeira, é da propriedade da Fábrica da Igreja Paroquial do Monte.

Deve esclarecer-se que a parcela em questão não está registada, nem fiscalmente inscrita, nem referenciada no cadastro, a favor daquela entidade Paroquial e desde tempos imemoriais é de acesso livre e público a todas as pessoas. A Paróquia e a Diocese nunca foram alertadas nem notificadas por pessoas ou entidades para qualquer situação referente àquela parcela de terreno, nomeadamente a respeito dos cuidados a ter quanto às árvores aí existentes. Aos olhos da população, dos paroquianos, dos sucessivos responsáveis pela Paróquia e até de entidades públicas, a propriedade daquele terreno não é atribuída a qualquer pessoa colectiva canónica. 

Acresce que sempre foram os serviços camarários que cuidaram do terreno.

Já depois do trágico acidente, a Câmara Municipal do Funchal deu a conhecer, inclusive a este gabinete jurídico, um conjunto de documentos extraídos de um processo judicial de há mais de 50 anos, onde a edilidade foi autora, que configura uma transação judicial. Naturalmente que esses documentos devem ser analisados com o rigor necessário e confrontados com outros documentos, deliberações camarárias e acordos estabelecidos para atestar da sua validade, âmbito e eficácia.

A Igreja da Madeira e a Paróquia do Monte tem como absoluta prioridade, neste momento o acolhimento, o apoio solidário e
toda a sua vontade em ajudar os que perderam os seus familiares e estejam a sofrer por causa daquela tragédia. 

Sem que isso signifique qualquer fuga, abrandamento ou desvio das suas responsabilidades, a Diocese e a Paróquia procurarão certificar todo o conjunto de informações, depoimentos e documentos antes de proferir afirmações peremptórias sobre este assunto, nesta ocasião. A necessária análise e a averiguação técnica dos elementos existentes impõe essa
atitude de responsabilidade e credibilidade.

Funchal, 17 de agosto de 2017

O Advogado

Ricardo Vieira


Fonte: http://www.diocesedofunchal.com/products/esclarecimento-da-diocese-do-funchal-acerca-do-terreno-no-monte/

Novenas preparam festa de Nossa Senhora do Monte (in www.jornaldamadeira.com)

Iniciam-se neste sábado, dia 5 de agosto, as novenas de preparação para a festa de Nossa Senhora do Monte, novenas estas que se prolongam até dia 13. Serão celebradas na igreja paroquial do Monte a partir das 20 horas, sendo antecedidas da recitação do terço às 19h30.

As homilias serão proferidas por diversos sacerdotes, sendo que cada novena tem uma denominação e um dia próprio para acontecer. Assim, hoje, 5 de agosto, celebra-se a Novena da “Chave de Ouro”, cujo pregador será o Cón. Carlos Nunes, Reitor do Seminário Diocesano, Vigário Episcopal do Património e Pároco de Santo António. Cantada pelo Coro do Grupo de Jovens do Caniço, esta eucaristia é dedicada em particular aos paroquianos dos sítios da Igreja, Laginhas, Fonte, Tílias, Pico da Pedra e Pico.

No dia 6 de Agosto realiza-se a Novena da “Boa Esperança”, com a homilia a cargo do Pe. Isildo Silva, Pároco da Serra de Água. A animação da liturgia ficará por conta do Coro da Paróquia do Monte, sendo a missa por intenção da Paróquia do Curral dos Romeiros.

No dia seguinte terá lugar a Novena do “Bom Coração” celebrada pelos sítios da Lombada, Desterro, Confeiteira, Cancela e Babosas terá como pregador o Pe. Manuel Ornelas da Silva. Os cânticos estarão de novo a cargo do Coro da Paróquia do Monte.

A 8 de Agosto será celebrada a Novena da “Boa União”. Preside o Cónego José Fiel, Vigário Geral e Reitor da Igreja do Colégio. O Coro da paróquia da Visitação terá à sua responsabilidade de animar a liturgia dedicada aos sítios da Portada de Santo António, Lombo, Passeio e Babosas.

Novena da “Paz” vai ter lugar dia 9, sendo pregador o Pe. Carlos Almada, cuja ordenação terá lugar hoje na Sé do Funchal. O Coro da Paróquia do Monte encarregar-se-á da animação da liturgia, pela Paróquia do Livramento.
Sexta novena é a Novena dos “Emigrantes” será a 10 de Agosto. O pregador será o Pe. Marcos Pinto, Capelão da Missão Católica Portuguesa na Diocese de Westminster, em Londres. Os cânticos voltam a estar a cargo do Coro da Paróquia do Monte.

A Novena dos “Carreiros” a 11 de Agosto terá como pregador o Cónego Vítor Gomes, Pároco da Sé e Deão do Cabido da Sé. Como o próprio nome indica esta novena está a cargo dos Carreiros do Monte.

A Novena da “Boa Vontade” está agendada para o sábado, dia 12 de agosto. O pregador será o Pe. Marcos Gonçalves, Vigário Judicial, Pároco de São Martinho, Diretor do Gabinete de Informação e Diretor do Secretariado da Pastoral Vocacional. O Grupo Coral do Estreito animará a celebração pelos sítios da Levada da Corujeira, Casa Branca, Marmeleiros, Tanque, Til e Pinheiro.

A nona e última novena é a Novena da “Boa Fé”, a 13 de Agosto. O Pe. Pedro Nóbrega, Pároco da Nazaré, Assistente do Secretariado Diocesano da Pastoral Universitária, Assistente das Forças Militares (Capelão) e Pré-seminário será o pregador desta celebração que volta a ser cantada pelo Coro da Paróquia do Monte e celebrada pelos sítios: Corujeira de Dentro, Corujeira de Fora, Eira do Lombo, Porta do Rodrigo.

À festa litúrgica junta-se, em cada um destes dias, a festa popular. Cá fora, no adro e arredores a presença do povo, vindo dos quatro cantos da Madeira e não só, vai lembrando que este continua a ser um dos mais antigos e concorridos arraiais da Ilha, ou não fosse a Senhora do Monte a padroeira dos madeirenses, mesmo daqueles que emigram.

No dia 14 de agosto a missa da véspera da festa terá inicio às 21 horas, presidida pelo Pe. Giselo Andrade, pároco do Monte; e no dia 15, a festa litúrgica será celebrada às 11 horas, sendo presidida por D. António Carrilho, Bispo do Funchal.
Após a missa terá lugar a procissão. A pequenina imagem do século XV/XVI, envolvida com fios de ouro e ofertas dos peregrinos agradecidos pelas inúmeras bênçãos e graças, vai voltar a ser transportada no seu andor por membros da Confraria. A seguir o passo cadenciado do andor vão os fiéis, que todos os anos ali acorrem, prontos a mostrar que a fé pode ser o único suporte do homem, em todas as alturas da vida, sobretudo nas mais complicadas.

Mais uma vez, tanto na véspera como no dia da Festa, a pequenina imagem de Nossa Senhora desce do seu cantinho habitual até ao cruzeiro da igreja. Fica assim mais perto dos fiéis, que podem tocar no seu manto e rogar proteção para si e para os seus.

Depois de no ano passado os incêndios terem impedido a realização da festa nas suas duas vertentes – apenas a parte religiosa teve lugar – espera-se que este ano tudo decorra com normalidade e que a festa seja vivida em pleno.

Luisa Gonçalves

O Catequista é um guia espiritual

Na mais recente carta pastoral dos bispos portugueses sobre a catequese apresenta-se o catequista como a figura chave na catequese que desenvolve a missão de guia espiritual.

"Mais do que um mestre que transmite saberes, deve considerar-se um guia espiritual que acompanha no caminho do Senhor. O que só é possível se ele próprio tiver experiência pessoal do encontro com Ele e conhecer o caminho a percorrer – o encontro do qual nasce também a sua vocação: é do “conhecimento amoroso de Cristo que brota o desejo de O anunciar, de «evangelizar» e levar os outros ao «sim» da fé em Jesus Cristo” (nº 31)"

Consultar aqui o documento "Catequese: A alegria do encontro com Jesus Cristo", 2017

Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa por ocasião da canonização de Francisco e Jacinta Marto

Com Francisco e Jacinta Marto, chamados a sermos santos na caridade

Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa por ocasião da canonização de Francisco e Jacinta Marto

A Igreja em Portugal enche-se de júbilo e dá graças a Deus pela canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto no próximo dia 13 de maio, durante a peregrinação presidida pelo Papa Francisco. As suas vidas convidam-nos à docilidade ao Espírito do Senhor ressuscitado, ao cuidado solícito da humanidade e ao compromisso fiel com o rosto misericordioso de Deus.

 

1. A Igreja rejubila com a santidade

Na celebração do centenário das aparições de Nossa Senhora, a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto vem confirmar que a mensagem de Fátima é um itinerário pedagógico para o discípulo de Cristo que procura conformar o seu coração com o do Mestre. Exultamos, por isso, com a abundância da graça de Deus, que se manifesta na frágil vida destes dois humildes Pastorinhos. Envolvidos pela carinhosa e materna luz de Maria, modelo dos pequenos e pobres, eles experimentam a ternura e a força do braço amoroso de Deus, que humilha os soberbos e levanta os humildes, fazendo resplandecer no testemunho da sua curta existência a elevada e perene glória da santidade.

 

2. Vidas em tom de Magnificat

Nesta ditosa ocasião, ser-nos-á espiritualmente fecundo reler as Memórias da Irmã Lúcia e os outros testemunhos escritos sobre a experiência espiritual dos dois Pastorinhos, que fazem parte da tradição viva da Igreja. Percorrendo de novo a vida de Francisco e de Jacinta, damo-nos conta de como o Espírito Santo suscitou, salvaguardou e potenciou o coração infantil, encantado e simples com que cada um deles contemplou, assimilou e refletiu a imagem de Cristo. Fruto desta abertura ao Espírito, reconhecemos na experiência espiritual de Jacinta uma imitação generosa de Cristo, servo sofredor e abandonado na cruz e, na de Francisco, uma imitação contemplativa de Cristo «escondido» e silencioso. Eles que foram videntes da misericórdia de Deus, assumiram-na de tal forma que, através da limpidez das suas vidas singelas, dão a ver o rosto da misericórdia[1].

Francisco Marto nasceu no dia 11 de junho de 1908, em Aljustrel, no mesmo lugar da freguesia de Fátima em que nasceu Jacinta Marto, sua irmã, no dia 5 de março de 1910. No ano de 1916 viram, com sua prima Lúcia de Jesus, por três vezes, o Anjo da Paz. Entre maio e outubro de 1917 foram visitados pela Virgem Maria, a Senhora do Rosário.

A partir desta experiência inefável, as suas vidas passam a estar completamente centradas em Deus: convidados a adorar o Mistério da Trindade, vivem focados no rosto de misericórdia do Pai; convidados a oferecer a vida pelo bem dos irmãos, não mais deixam de ter no seu horizonte o cuidado pelos que mais necessitam, os pecadores; convidados a orar continuamente, passarão a rezar todos os dias o Rosário pela paz no mundo; convidados a consagrar-se a Deus, ao jeito do Coração Imaculado de Maria, viverão as suas breves vidas com a intensidade do Magnificat.

Depois de dedicarem os seus dias ao amor a Deus, ao Imaculado Coração de Maria, ao Santo Padre e a todos os irmãos, particularmente aos pecadores, Francisco faleceu no dia 4 de abril de 1919 e Jacinta no dia 20 de fevereiro de 1920.

 

3. O exemplo de Francisco e de Jacinta como interpelação eclesial

Como recentemente recordámos, ao assinalar o centenário das aparições de Fátima, «para os Pastorinhos, o coração da Senhora era o Santuário do seu encontro com Deus (…). A misericórdia de Deus, o palpitar do seu coração diante dos pecadores e dos desgraçados, encontra um ícone privilegiado no coração de Maria»[2]. À luz do coração materno da Virgem, «figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo»[3], Francisco e Jacinta fazem, na sua espiritualidade, a síntese daquilo que a Igreja é continuamente chamada a ser: contemplativa e compassiva.

O perfil espiritual de Francisco é caraterizado pelo apelo à adoração e à contemplação. Sempre que podia, refugiava-se num lugar isolado para rezar sozinho, passando longas horas no silêncio da igreja paroquial, junto ao sacrário, para fazer companhia a «Jesus escondido». Na sua intimidade, Francisco entrevê um Deus entristecido face aos sofrimentos do mundo, sofre com Ele e deseja consolá-lo[4]. Salienta assim que a vida de oração se alimenta pela escuta atenta do silêncio em que Deus fala. Francisco deixa-se habitar pela presença indizível de Deus – «Eu sentia que Deus estava em mim, mas não sabia como era!»[5] – e é a partir dessa presença que ele acolhe os outros na sua oração. A sua vida de fé é uma vida de contemplação de Cristo «escondido».

O perfil espiritual de Jacinta é caraterizado pela singela generosidade da fé. Nas pequenas coisas da sua vida simples de menina, Jacinta tudo entrega em dom agradecido ao coração de Deus, em favor da humanidade. Expressava frequentemente o desejo de partilhar o amor ardente que sentia pelos corações de Jesus e de Maria e que a fazia crescer no cuidado pelos pecadores. Todos os pequenos detalhes do seu dia, inclusive as contrariedades da sua doença, eram motivo de oferta a Deus pela conversão dos pecadores e pelo Santo Padre. Nas suas memórias, a prima Lúcia diz dela que rezar e sofrer por amor «era o seu ideal, era no que falava»[6].

 

4. O Mistério de Deus como horizonte definitivo

O Mistério de Deus que as crianças experienciam nas aparições do Anjo e de Nossa Senhora marcou-as de tal forma que ficaram fascinadas pela beleza do amor de Deus, tendo despertado nelas um desejo profundo do Céu, um ardente anseio de estar com Jesus vivo e com a Mãe do Céu.

Muito rapidamente esta sua atitude contemplativa tornou-se evidente para todos: a vontade de estar para sempre com o Senhor levava o Francisco a procurar frequentemente a oração pessoal, feita de joelhos, muitas vezes por detrás de um muro ou de uma cerca. Também na Jacinta este desejo é evidente. O que ela imediatamente contou aos seus pais, depois da primeira aparição de Nossa Senhora, foi a promessa de que iria levá-la para o Céu, com o Francisco[7]. Nas Memórias da Irmã Lúcia aflora explicitamente a consciência dos primos de que, mesmo que as dificuldades que enfrentavam lhes custassem a vida, não seria em si uma perda, porque iriam para o Céu[8].

 

5. Interpelados à oração contínua

Esta sede de Deus é alimentada pela vida de oração a que são insistentemente convidados pela Senhora do Rosário. Fiéis a esta interpelação, Francisco e Jacinta encontraram na oração a expressão privilegiada da amizade com Deus e do afeto para com os que vivem longe d’Ele, como transparece na frequente intercessão pela paz no mundo e na oração ensinada pelo Anjo: «Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam»[9]. Francisco e Jacinta interpelam assim a Igreja a rezar sem cessar, na certeza de que a eficácia da sua missão depende desta relação íntima com Deus.

 

6. Interpelados a uma vida eucarística

A alma orante dos Pastorinhos deixa-se fascinar particularmente pelo Cristo eucarístico, a quem Francisco chamava “Jesus escondido”. A sua ânsia por contemplá-lo, entrar em comunhão com Ele e imitar o seu estilo de “autoescondimento” marca definitivamente a sua vida. O seu desejo da Eucaristia chega ao pranto, quando o pároco o impede de fazer a primeira comunhão, pelas suas repetidas distrações – “contemplativas”! – na catequese[10]. Mas foi deste modo que o Espírito Santo o preparou para a primeira e última comunhão, finalmente recebida em casa no dia anterior à sua morte[11]. Nesse instante de graça, enquanto o menino assimilava a Eucaristia, mais radicalmente era Cristo quem o “assimilava”, isto é, “tornava-o semelhante” a Si, morto pela remissão dos pecados e pela reconciliação dos homens com Deus.

Contemplando este modelo simples de vida eucarística, as crianças de hoje poderão aprender a amar, invocar e contemplar a Nosso Senhor “escondido” sob os sinais do pão e do vinho consagrados. A experiência eucarística dos Pastorinhos permanece como luz para os pais, catequistas e comunidades cristãs, na missão de ajudarem as crianças a prepararem-se cuidadosamente para a primeira comunhão, a participarem na celebração e na adoração eucarística, com expressões próprias da sua idade.

 

7. O coerente testemunho de fé

O testemunho de fé de Francisco e de Jacinta leva o selo da resposta fiel ao amor que lhes falou ao coração. Apesar da sua tenra idade, quando são instados a negar as aparições ou a revelar o que lhes fora confiado como segredo, permanecem fiéis à verdade, assumindo o sofrimento que a opção lhes causava. O seu exemplo evidencia que se pode testemunhar a fé em Cristo em qualquer condição de vida: de criança, de adulto ou de ancião; seja-se extrovertido ou tímido; no areópago da culta Atenas do primeiro século, no lugar de Aljustrel do início do século passado, ou hoje, no mundo global. Sirva este exemplo como incentivo a uma pastoral capaz de revelar, desde a infância, a beleza da vida em Deus e a exigência do compromisso que dela resulta.

 

8. O cuidado dos mais vulneráveis

A oferta das suas vidas a Deus compreendia, em Francisco e Jacinta, o cuidado dos mais frágeis. Esta é uma caraterística do seu discipulado que tem interpelado a Igreja ao longo do último século e que tem sido significativamente assumida na vida do Santuário de Fátima, enquanto espaço de acolhimento. Recordávamos recentemente «a atenção que em Fátima se dá aos mais frágeis e vulneráveis – as crianças, os doentes, os idosos, as pessoas com deficiência, os migrantes – que, neste lugar e na sua proposta espiritual, encontram hospitalidade, cuidado, rumo e energia»[12].

Quando as próprias crianças ficaram doentes, encontraram na enfermidade um lugar de identificação com Cristo e, como Ele, ofereceram o seu sofrimento pelo bem dos outros. E foi o desejo do encontro definitivo com Nosso Senhor e Nossa Senhora que também os susteve, durante a agonia. Que modelo de vida autenticamente ao jeito de Cristo para os nossos doentes que, em idêntica experiência dolorosa, procuram partilhar «os mesmos sentimentos que havia em Cristo» (Fil 2,5), Servo sofredor!

 

9. A família e a educação para a santidade

A vida cristã de Francisco e de Jacinta nasce num coração infantil, pré-escolarizado[13], a ponto de, na aparição de 13 de junho, a Virgem lhes pedir que aprendessem a ler[14]. Tiveram acesso aos mistérios da vida cristã através da tradição viva da Igreja, que tem na família um dos sujeitos mais importantes de transmissão, como canta o salmo 78: «O que ouvimos e aprendemos e os nossos antepassados nos transmitiram não o ocultaremos aos seus descendentes; tudo contaremos às gerações vindouras: as glórias do Senhor e o seu poder, e as maravilhas que Ele fez» (Sl 78,3-4). Como diz o Papa Francisco, «a família é o lugar onde os pais se tornam os primeiros mestres da fé para seus filhos»[15].

 

10. A santidade de Francisco e de Jacinta desafia a Igreja à conversão

Nos dois milénios de história da Igreja, Francisco e Jacinta Marto são as primeiras crianças não martirizadas a serem declaradas modelo de santidade, depois de reconhecida a maturidade da sua fé e vida cristã. Realiza-se assim o Evangelho que oferece o Reino aos que são como as crianças na simplicidade, confiança e esperança próprias da infância. O reconhecimento da vida santa destas «duas candeias que Deus acendeu para alumiar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas»[16] é um precioso bem para a Igreja. Eis o essencial que temos a aprender de Francisco e de Jacinta: cada um de nós é chamado a deixar-se converter à imagem da criança que se confia plenamente ao amor com que o Pai sustém a nossa vida. A confiança total e disponível com que os Pastorinhos responderam ao convite da Senhora do Rosário – «Quereis oferecer-vos a Deus?», «Sim, queremos!»[17] – deve ser o motor da vida de todo o cristão.

Como ensina o Concílio Vaticano II, «a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação»[18]. Comovente, a este propósito, é a consciência profunda dos Pastorinhos da gravidade do pecado e das suas consequências, bem como o seu compromisso simples e generoso em favor da reconciliação dos pecadores e da paz no mundo.

É neste sentido – de contínuo apelo à conversão da Igreja – que somos convidados a olhar para o exemplo de vida destas crianças, cientes da semente de fé, esperança e amor que elas semeiam na história humana: o seu exemplo de vida «irradiou e multiplicou-se em grupos sem conta por toda a superfície da terra (…) que se votaram à causa da solidariedade fraterna».[19] Testemunhas da misericórdia de Deus, Francisco e Jacinta continuam a levedar a história com a força da caridade que transforma os corações.

Fátima, 27 de abril de 2017

 

[1] Cf. Lúcia de Jesus, Memórias da Irmã Lúcia. Vol. I, 15.ª ed., Fundação Francisco e Jacinta Marto, Fátima 2010, 174.

[2] Conferência Episcopal Portuguesa, Fátima, sinal de esperança para o nosso tempo, n.º 10.

[3] Lumen Gentium, n.º 63, citando S. Ambrósio.

[4] Cf. Memórias da Irmã Lúcia. Vol. I, 145.

[5] Memórias da Irmã Lúcia. Vol. I, 140.

[6] Memórias da Irmã Lúcia. Vol. I, 61.

[7] Cf. A. M. Martins (ed), Documentos de Fátima. L.E: Porto 1976 [=Doc], 34-35; cf. também 38-39.224-227.400-401.515.

[8] Cf. Doc, 154-157.160-161.188-189.162-163.268-269.

[9] Doc, 114-115.

[10] Cf. Congregatio pro Causis Sanctorum, P. N. 1379, Leirien. Canonizationis Servi Dei Francisci, 34.

[11] Cf. idem, 36.

[12] Conferência Episcopal Portuguesa, Fátima, sinal de esperança para o nosso tempo, n.º 13.

[13] Cf. Doc, 517.518.

[14] Cf. Doc, 262-263.367.468-469.500.504-505.515.

[15] Francisco, Amoris Laetitia, n.º 16.

[16] João Paulo II, Homilia na celebração da beatificação dos veneráveis Francisco e Jacinta, Fátima, 13 de maio de 2000.

[17] Memórias da Irmã Lúcia. Vol. I, 173-174.

[18] Lumen gentium, n.º 8.

[19] Bento XVI, Homilia na celebração do 10.º aniversário da beatificação de Francisco e Jacinta, Fátima, 13 de maio de 2010.

Mensagem de Páscoa - "Vi o Senhor" (Jo 20, 18)

Tudo aconteceu muito rápido na manhã de Páscoa. Maria Madalena dirigiu-se logo ao romper do dia ao sepulcro, ainda marcada pela crucifixão e morte de Jesus. Ao ver o sepulcro vazio foi avisar os apóstolos Pedro e João. Os dois correram, um mais rápido que outro. Diz-nos o Evangelho que João ao ver as ligaduras no chão e o sudário enrolado à parte “viu e acreditou” (Jo 20, 8). Viu o sepulcro vazio e acreditou que Jesus tinha ressuscitado dos mortos. Jesus deixa de estar ao alcance dos olhos. Só é visível pelo coração.

Ao voltar ao lugar do túmulo, Jesus aparece a Maria Madalena que o reconhece somente quando ouve o seu nome: “Maria”. Ela, escolhida para ser a primeira testemunha da ressurreição, vai anunciar aos discípulos a mais bela notícia: “Vi o Senhor”. (Jo 20, 18).

Jesus vem até nós e chama pelo nosso nome. Reconhecemos a sua voz. Sentimos que somos amados por Ele. Esse amor abre os nossos olhos e permite ver para além das aparências. As lágrimas dão lugar à alegria. Ressuscitou o Senhor, Aleluia! Que nesta Páscoa possamos ser testemunhas da ressurreição dizendo uns aos outros: “Vi o Senhor”.

P. Giselo Andrade

Nota de Abertura do livro de oração "7 dias com o Senhor"

“Sangue de Cristo,

eis a arma dos nossos tempos”

(S. Gaspar de Búfalo)

 

Por P. Giselo Andrade

06 de Abril de 2017

 

Semana Santa com Jesus

 

Nesta última semana da quaresma queremos estar mais próximos ao Senhor Jesus que por amor aceitou entregar-se ao sacrifício da Cruz. Não podemos ser indiferentes a esta semana santa, um tempo especial da misericórdia de Deus para nós.

 

Iniciámos em 2014 esta experiência comunitária de encontro prolongado com o Senhor na adoração contínua ao Santíssimo Sacramento durante sete dias e noites, conhecido como “Cerco de Jericó” ou como preferimos dizer: “7 dias com o Senhor”. Um maravilhoso dom da graça de Deus!

 

Com renovado entusiasmo damos início a este IV Cerco de Jericó,  correspondendo ao convite de Cristo a participarmos da Sua paixão também neste ano tão especial de 2017 no qual a Igreja celebra o centenário das aparições de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

 

Com muita alegria vimos o Papa Francisco propor a toda a Igreja para a quaresma de 2016 a iniciativa “24 horas para o Senhor”, por ocasião do jubileu da misericórdia. O Papa pedia que as igrejas estivessem de portas abertas dia e noite para que todos, especialmente os mais jovens, pudessem viver um momento de intensa oração com Jesus Eucarístico e celebrarem a misericórdia de Deus no sacramento da Reconciliação. Também neste ano o Sumo Pontífice voltou a lançar o mesmo apelo na audiência geral de quarta-feira: "Desejo que também este ano tal momento privilegiado de graça do caminho quaresmal seja vivido em muitas igrejas do mundo para experimentar o encontro jubiloso com a misericórdia do Pai, que a todos acolhe e perdoa"(22.3.2017).

 

Pelo seu Sangue fomos resgatados

 

O tema deste ano é retirado do livro do Apocalipse: “Com teu sangue, resgataste para Deus, homens de todas as tribos, línguas, povos e nações” (Apocalipse 5, 9). O Sangue de Cristo é o preço do nosso resgate. A nossa liberdade foi conquistada por Jesus crucificado. N’Ele formamos o povo da nova e eterna aliança, livres da tristeza, da morte e do pecado. A Igreja de Deus não foi obtida com recursos do mundo mas foi “adquirida por Ele, com o seu próprio sangue” (Atos dos Apóstolos 20, 28).

 

“Uma só gota pode salvar o mundo de toda a culpa” (S. Tomás)

 

Toda a humanidade, sem excluir ninguém, é envolvida pelo amor de Deus nosso Pai que se manifestou no Sangue de Jesus. “Pois, há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem: Cristo Jesus, que se entregou a si mesmo como resgate por todos” (1 Timóteo 2, 5-6). O mundo inteiro foi mergulhado no cálice de Cristo.

 

Diz-nos S. João Crisóstomo a quem quiser compreender mais profundamente o valor do sangue de Cristo: “Repara donde brotou e qual é a sua fonte. Começou a brotar da cruz, e a sua fonte foi o Lado do Senhor. Estando já morto Jesus, diz o Evangelho, e ainda cravado na cruz, aproximou-se um soldado, trespassou-Lhe o Lado com uma lança e logo saíram água e sangue: água como símbolo do Batismo, sangue como símbolo da Eucaristia”.

 

A devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo

 

O Culto do Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo recebeu renovado impulso a partir da Carta Apostólica do Papa João XXIII a 30 de Junho de 1960 na qual aprova a Ladainha e  incentiva os cristãos a uma maior vivência do mês de Julho dedicado ao culto do Sangue de Cristo.

 

Das suas palavras retiramos o itinerário que nos vai acompanhar durante cada um destes sete dias de “cerco de Jericó”: “Porquanto, se infinito é o valor do Sangue do Homem-Deus, e se infinita foi a caridade que o impeliu a derramá-lo desde o oitavo dia do seu nascimento, e depois, com superabundância, na agonia do horto (cf. Lc 22,43), na flagelação e na coroação de espinhos, na subida ao Calvário e na crucifixão, e, enfim, da ampla ferida do seu lado, como símbolo desse mesmo Sangue divino que corre em todos os sacramentos da Igreja, não só é conveniente, mas é também sumamente justo que a ele sejam tributadas homenagens de adoração e de amorosa gratidão por parte de todos os que foram regenerados nas suas ondas salutares.” (nº 10).

 

São Gaspar de Búfalo (n. 1786 - + 1837), o maior apóstolo da devoção ao preciosíssimo Sangue

 

O Papa João XXIII definiu-o a “glória toda resplandecente do clero romano, verdadeiro e maior apóstolo da devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus no mundo”.  S. Gaspar foi canonizado a 12 de Junho de 1954 pelo Papa Pio XII. Nascido em Roma em 1786 empenhou-se desde jovem em manter vivo o ardor da fé no povo cristão.  Quando as forças de Napoleão invadiram a Itália negou-se em prestar o juramento de fidelidade àquele imperador de acordo com as orientações do Papa, acabando por ser exilado e preso. Após a sua libertação recebeu do Papa Pio VII o pedido de dedicar-se às missões públicas para revitalizar a fé do povo após os tempos conturbados. Assim,  a 15 de Agosto de 1815 fundou a Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue entregando à Santíssima Virgem a sua proteção. Dedicou-se incansavelmente e com todas as forças ao apostolado até à data da partida para Deus em 1837.

 

 “O Sangue de Cristo é a chave do Paraíso” (S. Tomás): Apelo á Caridade

 

A devoção ao Sangue de Cristo não pode ficar limitada às palavras e orações mas deve conduzir-nos aos gestos e obras de caridade: “Temos, pois, irmãos, plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Estejamos atentos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras (Carta aos Hebreus 10, 19.24). O Evangelista também nos recorda: “Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão.» (Mateus 20, 28).

 

Centenário das Aparições com o Papa Francisco

 

Em 2017 celebramos o centenário das Aparições de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. O Papa Francisco presidirá ás cerimónias no Santuário nos dias 12 e 13 de Maio como “peregrino da esperança e da paz”. É um motivo de júbilo para todos nós que trazemos no coração a mensagem da Virgem Maria deixada aos pastorinhos.

 

Nestes “7 dias com o Senhor” convidamos a todos a participarem da nossa campanha do Rosário e oferecerem a oração do terço pelas intenções de Nossa Senhora, preenchendo e colocando o boletim junto à imagem de Nossa Senhora de Fátima na nossa igreja.

Conclusão

 

Com S. João Paulo II queremos terminar estas palavras de abertura da nossa semana de adoração dizendo: “O mistério do Sangue de Cristo é grandioso!”. No Sangue de Cristo contemplamos a nossa história pessoal e comunitária feita de alegrias e lágrimas, feridas e sorrisos. Unidos em comunhão fraterna com os olhos fixos no Senhor, alimentados pelo seu corpo e sangue,  subamos ao monte da cruz até  à Páscoa da Ressurreição.

Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo

Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo

(Aprovada em24.02.1960 pelo Sumo Pontífice João XXIII)

 

 

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

 

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

 

Pai do Céu, que sois Deus, ...............tende piedade de nós.

Filho Redentor do mundo, que sois Deus, ........tende piedade de nós.

Espírito Santo, que sois Deus, ........tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, ........tende piedade de nós.

 

Sangue de Cristo, do Filho Unigênito do Eterno Pai, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, do Verbo de Deus encarnado, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, do Novo e Eterno Testamento, ... salvai-nos.

Sangue de Cristo, correndo pela terra na agonia, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, jorrando na flagelação, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, emanando na coroação de espinhos, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, derramado na cruz, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, preço da nossa salvação, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver redenção, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, torrente de misericórdia, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, vencedor dos demônios, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, virtude dos confessores, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, força dos tentados, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, consolação dos que choram, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, conforto dos moribundos, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, penhor de eterna vida, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, ...salvai-nos.

Sangue de Cristo, digníssimo de toda a honra e glória, ...salvai-nos.

 

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ...perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ...ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus,que tirais os pecados do mundo, ...tende piedade de nós,Senhor.

 

V.: Remistes-nos, Senhor, com o Vosso Sangue.

R.: E fizestes de nós, um reino para o nosso Deus.

 

Oremos:

Deus Eterno e Omnipotente, que constituístes Redentor do mundo o Vosso Filho unigénito e quisestes ser aplacado com o seu sangue, concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. Ámen.